Análise de vulnerabilidade – Tudo o que você precisa saber!

Análise de vulnerabilidade - segurrança

Os cibercriminosos estão sempre procurando por fraquezas para praticar crimes cibernéticos. Portanto, identificar as vulnerabilidades é fundamental para proteger sua empresa contra esses ataques. É nesse momento que a análise de vulnerabilidade entra em ação.

A análise de vulnerabilidade é uma das formas de proteger os sistemas e a rede de uma empresa contra ataques de cibercriminosos. Trata-se de um serviço oferecido por empresas especializadas em segurança da informação, como a UPGrade TI. A seguir você entenderá mais sobre a importância de realizar essa análise e como proteger sua empresa.

O que é análise de vulnerabilidades?

A análise de vulnerabilidade é um processo utilizado para reconhecer, analisar e classificar as falhas de segurança dentro de uma infraestrutura tecnológica. É um processo preventivo que consiste em identificar os pontos fracos dentro da cibersegurança para evitar problemas como ataques cibernéticos e vazamento de dados. definição de análise de vulnerabilidade

Portanto, a análise de vulnerabilidades é um processo realizado periodicamente, ele faz parte da rotina de TI de uma empresa para que as falhas sejam identificadas e qualquer ameaça à segurança da empresa seja eliminada durante essa análise.

Antes de compreender o que é a análise de vulnerabilidade, também é importante definir o que são vulnerabilidades dentro da segurança da informação. Saiba que uma vulnerabilidade é o mesmo que uma fraqueza, que reduz a garantia da informação ou integridade de um sistema. As fraquezas são utilizadas pelos cibercriminosos como portas de entrada para a prática criminosa.

Quais são os tipos de vulnerabilidades?

Alguns exemplos de vulnerabilidades são:

  • Má gestão de softwares;
  • Falhas de segurança no armazenamento de dados;
  • Falhas na segurança de rede;
  • Falhas em servidores;
  • Interceptação de dados;
  • Ataques DDoS;
  • Utilização de softwares inseguros;
  • Não utilização de um firewall e um antivírus;
  • Utilização de pendrives infectados;
  • Sistema operacional desatualizado;
  • Abrir links ou baixar anexos suspeitos;
  • Falhas de segurança em senhas de acesso.

Quais as etapas da análise de vulnerabilidade?

A análise de vulnerabilidade é realizada através de três etapas. Em cada uma dessas etapas são realizadas diferentes ações para identificar, analisar e avaliar os riscos de um sistema. Confira a seguir mais detalhes de cada uma dessas etapas:

Identificação de risco

A identificação de riscos é a primeira etapa desse processo. Essa etapa consiste em identificar, corrigir e prevenir qualquer atividade irregular que possa comprometer a rotina de trabalho da empresa por causa de vulnerabilidades.

Geralmente a identificação de risco considera as séries históricas, portanto, é uma análise baseada em eventos antigos. Essa etapa ainda é dividida em mais quatro etapas, sendo elas:

  1. Identificar o ativo que será protegido, podendo ser informações, pessoas, instalação física ou atividades;
  2. Identificar ameaças existentes, como o crescimento de impunidade, crimes cibernéticos, fraudes, aumento da espionagem industrial, entre outros;
  3. Identificar as vulnerabilidades na empresa por meio de auditorias e inspeções de segurança onde são coletados dados sobre segurança física do local, dos funcionários e da segurança da informação;
  4. Definir riscos com base nos dados coletados nas etapas anteriores.

Análise de riscos

A próxima etapa consiste em analisar as vulnerabilidades identificadas anteriormente. Nesta etapa a análise de riscos determina quanto os objetivos da empresa podem ser prejudicados por causa dos riscos que foram identificados. Cada risco identificado recebe uma classificação para definir as prioridades ao corrigir as falhas.

Geralmente é utilizado o método William T. Fine para classificar os riscos. De forma resumida, há vários indicadores que compõem esse método, como o grau de criticidade, justificativa de investimento, fator consequência, fator probabilidade e fator exposição.

No final dessa análise é definido o grau de criticidade que corresponde a seguinte classificação de risco:

  • Criticidade maior que 200 – correção imediata;
  • Criticidade entre 85 e 200 – correção urgente;
  • Criticidade menor que 85 – risco deve ser acompanhado.

Avaliação de Riscos

Por fim, a etapa de avaliação de riscos consiste em definir a solução para cada um dos riscos que foram identificados e analisados conforme a classificação utilizada pela análise de vulnerabilidade.

Portanto, nesta etapa o risco será avaliado pela perspectiva financeira para determinar quanto custará eliminar o risco. Além disso, é definido o método ideal para tratar os riscos classificados na etapa anterior.

A Importância da análise de vulnerabilidade

Por ser um processo preventivo, a análise de vulnerabilidade possui uma enorme importância que é a prevenção de falhas atreladas à segurança da informação. Sendo assim, essa análise é importante para identificar e corrigir todas as brechas na segurança de sistemas e redes de uma empresa. Isso possibilita garantir a segurança das informações, proteger os sistemas e manter a produtividade das operações.

tipos de análise de vulnerabilidade

Há ainda outras razões muito importantes que evidenciam a importância de realizar essa análise na empresa, elas são:

  • Identificação de falhas em configuração de softwares, problemas com patches de segurança, softwares desatualizados e permissões padrão de acessos;
  • Melhorias constantes na infraestrutura da empresa;
  • Evita ao máximo que mecanismos nocivos comprometam os sistemas da empresa por causa de vulnerabilidades como senhas fracas, sistemas desatualizados, entre outras;
  • Atua em conjunto com a LGPD, para garantir que os dados coletados sejam armazenados e tratados com a segurança adequada;
  • Possibilita atualizar sistemas e softwares constantemente para uma melhor proteção.

Objetivos de uma análise de vulnerabilidade

A análise de vulnerabilidade é realizada com o objetivo de prevenção, sendo que suas ações possibilitam identificar e classificar os riscos que podem comprometer a segurança, funcionalidade e desempenho das atividades de uma empresa.

Portanto, o objetivo de uma análise como essa é reduzir prejuízos que possam ser gerados por incidentes de segurança, priorizar os investimentos em infraestrutura para aumentar a segurança, alinhar as normas de compliance e aumentar a disponibilidade da empresa através da redução de paralisações causadas por falhas.

Como surgem as vulnerabilidades na empresa?

Há várias origens para as vulnerabilidades na segurança de uma empresa. Algumas estão relacionadas à falha humana e outras a problemas dentro da TI. Em todo caso, listamos essas origens para que você entenda como surgem as vulnerabilidades na empresa.

Falha humana

A falha humana corresponde a condutas incompatíveis com as práticas de segurança, como clicar em links suspeitos, fazer o download de anexos suspeitos, cair em fraudes, entre outras atividades que podem ser feitas por descuido ou desconhecimento.

Erros de programação

Há diversos erros de programação que podem tornar os sistemas e softwares vulneráveis, é por isso que ocorrem atualizações frequentes em sistemas operacionais e até mesmo em softwares, a intenção é justamente corrigir esses erros.

Problemas físicos

Há também problemas físicos presentes nos componentes de fábrica que podem levar a vulnerabilidades. Portanto, checar o funcionamento de todo o sistema é fundamental para identificar modificações que sejam constantes.

Má configuração do sistema

Outra forma que pode dar origem às falhas é a má configuração do sistema. Se o sistema ou programa não é configurado corretamente, isso pode abrir brechas para problemas de segurança.

Ausência de atualizações

Programas e sistemas desatualizados são um prato cheio para ataques cibernéticos. As atualizações servem para corrigir os erros de programação. Se os sistemas estão desatualizados, isso significa que os cibercriminosos podem facilmente explorar esses erros e praticar crimes contra a segurança da informação da sua empresa.

Ausência de proteção na rede

A falta de proteção na rede como a utilização de antivírus e firewall adequado, pode fazer com que surjam vulnerabilidades. Além disso, a ineficiência de configurações realizadas também pode comprometer a rede de segurança.

Análise de vulnerabilidade e teste de penetração: quais são as diferenças?

Outra forma de proteger a segurança da informação é por meio do teste de penetração. Esse teste é muito confundido com a análise de vulnerabilidade, mas possui algumas diferenças que devem ser mencionadas. Lembrando que ambas as práticas são importantes para garantir uma boa proteção de sistemas em uma empresa. Mas cada prática possui suas características.

O que é o teste de penetração?

Também chamado de Pentest, o teste de penetração é um mapeamento dos riscos na segurança de sistemas. Ele dá informações muito mais detalhadas sobre as falhas e pontos de entrada que merecem atenção.

Portanto, é um teste realizado por profissionais de TI que possibilita mapear todos os riscos e definir as soluções para os problemas identificados.

teste de penetração

Quais as principais diferenças?

As principais diferenças entre análise de vulnerabilidade e teste de penetração estão na abordagem dessas práticas. Enquanto a análise de vulnerabilidade lista as ameaças de acordo com a classificação de criticidade, o teste de penetração mostra as possibilidades reais de que o ataque seja realizado com base nos riscos encontrados, formando assim um mapeamento dos riscos.

Como fazer análise de vulnerabilidades?

Como vimos nos tópicos anteriores, a análise de vulnerabilidade é realizada em três etapas. Além dessas etapas, trouxemos 9 passos importantes para a realização de uma análise de vulnerabilidades na sua empresa. Confira quais são esses passos.

1. Identifique os ativos de TI

O primeiro passo é identificar os ativos de TI, ou seja, hardwares, peopleware e softwares. Tudo precisa ser mapeado e registrado.

2. Faça um escaneamento

Depois de identificar os ativos, é preciso escanear todo o sistema para identificar as vulnerabilidades que existem no ambiente. Essa verificação deve ser interna e externa, passando por portas, protocolos, firmware e software.

3. Classifique os riscos identificados

O escaneamento apontará os riscos que foram identificados. Sendo assim, essa etapa consiste em avaliar e classificar os riscos de acordo com a prioridade, como já mostramos em outro tópico. Para isso pode ser utilizado diferentes métodos como o STRIDE, que é da Microsoft, por exemplo.

4. Avalie os riscos

Agora é hora de avaliar os riscos conforme as classificações dadas anteriormente. Os riscos que apresentam maiores prejuízos devem ser corrigidos imediatamente.

5. Corrija os riscos identificados

Nessa etapa da análise de vulnerabilidade os riscos devem ser corrigidos de acordo com as prioridades já definidas. É preciso implementar as ações planejadas para corrigir os problemas que geram as falhas na segurança.

6. Faça testes de invasão

Depois de implementar as mudanças necessárias, também é importante testar todo o sistema novamente para identificar novos problemas ou falhas. Isso permitirá saber se a infraestrutura está protegida.

7. Implemente um cronograma de verificação

A análise de vulnerabilidade é uma prática constante, portanto, você deverá implementar um cronograma para verificações periódicas com a finalidade de garantir a proteção dos sistemas.

8. Implemente políticas de segurança na empresa

Essa análise permite minimizar riscos, mas não adianta realizar verificações constantes se a equipe não conhece as práticas que minimizem os riscos de segurança. Portanto, implemente políticas de segurança na empresa para reduzir esses riscos.

9. Treine os colaboradores

Por fim, é importante treinar a sua equipa para saber exatamente como proteger os sistemas da empresa com boas práticas de segurança. Não basta ter a política de segurança definida, os colaboradores precisam saber exatamente como agir.

Boas práticas para análise de vulnerabilidade

As boas práticas na segurança da empresa são importantes para maximizar a ação da análise de vulnerabilidade e tornar todos os processos e sistemas muito mais seguros. Elas consistem em instruir a equipe de trabalho a fim de evitar riscos desnecessários, atualizar softwares e programas, utilizar antivírus, otimizar processos para reduzir fraudes, entre outras práticas.

Quais são os principais exemplos de megavazamentos no Brasil?

Casos de megavazamentos de dados estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil. O megavazamento de dados mais recente ocorreu no início de 2021, quando mais de 223 milhões de pessoas tiveram seus dados vazados na internet. Confira mais detalhes sobre alguns casos conhecidos no Brasil.

Poupatempo

Esse é o caso mais recente, onde 223 milhões de brasileiros tiveram seus dados vazados por hackers que invadiram os sistemas do Poupatempo de São Paulo e venderam essas informações na internet por aproximadamente R$ 94 mil.

Uber

A Uber, empresa de transportes por aplicativo, também já foi vítima de ataques virtuais. Nesse caso, os dados de 57 milhões de clientes foram vazados por hackers na internet, indo desde nome à telefone, e-mail e endereço.

Como realizar a Análise de Vulnerabilidade?

A forma mais segura de realizar essa análise é com a ajuda de uma empresa especializada em TI. Os profissionais de TI sabem muito bem como identificar falhas e classificá-las adequadamente para definir quais merecem maior atenção de acordo com as prioridades definidas. Portanto, elimine as brechas em sua segurança antes que outro as encontre. Conte com uma empresa especializada como a UPGrade TI.

Conclusão

Não há dúvidas de que a análise de vulnerabilidade é uma verificação de grande importância para a segurança da sua empresa. Essa análise é capaz de identificar as falhas e corrigir os problemas de segurança que possam comprometer as atividades da empresa.

Portanto, não espere para realizar essa verificação. Encontre agora mesmo as falhas que possam comprometer a segurança da sua empresa. Conte com a UPGrade TI para te ajudar.

Ficou alguma dúvida sobre a análise de vulnerabilidade? Se sim, deixe seu comentário aqui embaixo.

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